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terça-feira, 23 de novembro de 2010

"Pardon wird nicht gegeben! Gefangene werden nicht gemacht!" (*)

O autor da frase foi um monarca alemão que juntou um conjunto invejável de defeitos: egocêntrico, belicista, temperamental, soberbo, egoísta, irascível, intransigente, imprevisível, insensível,... Suprimisse eu o substantivo "monarca" e é possível que a maioria dos leitores pensasse noutra criatura, cujo menor talento não terá sido o de confundir a posteridade acerca da sua nacionalidade. Pois bem, este parece ser o bottom-line de uma recente biografia do historiador inglês John Röhl sobre o último imperador da Alemanha: ao fim de três generosos volumes fica a impressão que Wilhelm II. mais não fez do que preparar o caminho de um terceiro e infinitamente mais mortífero Reich. Seja como for, o autor da frase (*) "Não será concedido perdão! Não serão feitos prisioneiros!", proferida aquando do discurso que antecedeu o embarque de tropas imperiais para debelar a revolta dos boxers na China, não augurava nada de bom.
 Retrato do monarca que se recusava a comer sopa antes das audiências para evitar embaraços diplomáticos.

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