Descobri-o há poucos dias numa pequena livraria em Lecce. O livro chamou-me a atenção pela capa cor de malva encimada por um título chamativo (Il Barone Sanguinario). No centro da capa, a fotografia que reproduzo neste post. Estive para comprar o livro, mas dois outros desviaram-me a atenção e o pensamento recorrente do peso que teria de transportar para Lisboa fez o resto. Claro está que me arrependi - como quase sempre sucede nestas ocasiões -, tanto mais por me ter dado conta que o barão já era um velho conhecido e que ao invés de o conhecer, reconheci-o. Foi-me apresentado naquela que é talvez a minha série favorita do grandíssimo Corto Maltese: "Corto Maltese na Sibéria", mais precisamente no respectivo segundo volume ("Ungern da Mongólia"). O Barão Roman von Ungern-Sternberg fazia então a sua aparição e, tal como na vida real, irradiava um fascínio demencial. Como sucede com diversas personagens malditas que fazem parte do património de uma certa direita - ou que esta adoptou - e que mereceriam por si só um outro post.

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