o ministro das finanças (os tempos estão maus e temos de poupar nas maiúsculas) declarou: "O país precisa do orçamento e este é o orçamento que o país precisa". Nada mais natural, portanto, que um documento tão importante, "o mais importante dos últimos 25 anos" (idem) chegue à AR meia hora antes de terminar o prazo legal. E incompleto [se o ministro fosse jurista, diria que tinha aprendido a artimanha durante o estágio]. Soubemos depois que o ministro teria avisado o presidente da AR que apenas hoje entregaria o relatório macroeconómico, porque o mesmo estaria a ser ultimado. Senti-me por isso muito mais descansado pelo facto do presidente da AR ter sido prevenido que o OE mais importante dos últimos 25 anos tinha sido acabado à última da hora e ainda assim entregue fora do prazo.
Olhando um pouco para além do psicodrama em torno do OE que só pode terminar na aprovação do mesmo, a questão que me coloco é: como acabar ou pelo menos minorar os efeitos desta governação kamikaze de segunda legislatura? Não há responsabilização jurídica e a política, quando vier, não beliscará quem já não faz a menor tenção de se apresentar a eleições nos próximos anos. Enquanto isto, os partidos da oposição são convidados a compartilhar do interesse nacional numa hora decisiva para o País e fazer como o PM e o governo:
Facing death with a smile

.png)
Sem comentários:
Enviar um comentário
A penny for your thoughts